Ônibus elétrico e híbrido é nova tendência no transporte

 


              Modelo foi apresentado em São Paulo, na semana passada

O 13º Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos-Híbridos, Componentes e Novas Tecnologias foi um dos destaques do Congresso Empreendedorismo, Design e Inovação em mobilidade, realizado entre os dias 21 e 23 deste mês, em São Paulo.

 Realizados pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), os eventos discutiram alternativas para reduzir poluição nos meios de transportes. Um dos destaques foi a nova versão do conceito Dual Bus – um ônibus que reúne duas tecnologias: elétrico puro e híbrido.

 A nova versão atualiza a primeira do Dual Bus, lançada em 2015, quando foi apresentado um veículo superarticulado de 23 metros de comprimento, que reúne as tecnologias híbrido e trólebus, hoje em operação no trecho Diadema-Brooklin do Corredor ABD (SP).

 O novo modelo é um ônibus Padron, com 13,2 metros de comprimento, que reúne as tecnologias híbrido e elétrico puro a bateria. O veículo possui um sistema padronizado de tração, que pode ser alimentado por várias fontes de energia.

 Inovação  

 Segundo nota da Eletra Industrial, empresa de São Bernardo do Campo responsável pelo projeto, o novo Dual Bus opera como elétrico híbrido e como elétrico puro, podendo se deslocar só com baterias por 20 quilômetros a cada volta. 

 O motor a combustão é menos potente e poluente que os motores dos ônibus convencionais, porque só é usado para gerar energia que é armazenada num banco de baterias. Toda a tração é elétrica.

 A empresa diz que a redução da emissão de materiais particulados pode chegar a 95%.

 “O modelo híbrido traz ainda a vantagem de reduzir significativamente a emissão de poluentes e pode chegar a zero na operação com o motor-gerador desligado. O consumo de combustível na versão hibrida tem redução de 28%. E como elétrico puro, além de emissão zero, consome 33% menos energia, pela eficiência na frenagem regenerativa”, explica em nota, a gerente comercial da Eletra, Iêda Alves Oliveira.

 Praticidade

 A fabricante destaca ainda que o modelo tem a vantagem de não precisar de infraestrutura de fiação, como os trólebus, e de recarga de baterias, como os elétricos puros, pelo fato de gerar sua própria energia.

 Outro ponto de destaque do novo modelo, é que ele não demanda investimentos em infraestrutura de recarga para as baterias, pois quando está operando como híbrido ou elétrico, as baterias também são recarregadas nas frenagens por meio de um sistema conhecido como Kers, sigla em inglês para sistema de recuperação de energia cinética.

 Ou seja, quando o freio é acionado, o motor elétrico vira um gerador e a energia que seria desperdiçada na frenagem é reaproveitada e armazenada no banco de baterias. O modelo tem carroceira Caio Millennium e é configurado para transportar 82 passageiros, sendo 27 sentados, 54 em pé e um cadeirante.

 O motor elétrico é feito pela WEG e o motor a diesel é um OM 924 Série A Euro V desenvolvido pela Mercedes-Benz especialmente para o projeto. O gerador também é da WEG. A nova versão do Dual Bus tem 193 baterias de lítio, ligadas em série, instaladas em quatro compartimentos sobre a carroceria.

 

(Com informações de Adamo Bazani, do Diário do Transporte)