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Ônibus Rodoviário não é opção B trata-se de uma escolha segura e viável​

Durante muito tempo, viajar de ônibus rodoviário no Brasil foi tratado como uma espécie de “opção B”. Era a alternativa possível, quando o avião não chegava, quando o preço da passagem aérea era inviável ou quando o deslocamento parecia curto demais para justificar um voo. Esse olhar, além de ultrapassado, ignora uma transformação profunda e silenciosa do transporte rodoviário regular e revela mais preconceito social do que análise real de mobilidade. Sendo assim, ele deixou de ser alternativa. Tornou-se escolha.

Hoje, o transporte rodoviário responde por cerca de 60 milhões de viagens interestaduais por ano no Brasil, conectando mais de 3.000 municípios, muitos deles fora de qualquer rota aérea regular. Não se trata apenas de volume, mas de capilaridade. Enquanto o modal aéreo concentra sua atuação em grandes centros urbanos, o ônibus sustenta a mobilidade cotidiana do país real, integrando regiões, viabilizando economias locais e garantindo o fluxo contínuo de pessoas, trabalho e turismo.

Essa presença constante talvez explique por que o setor seja tão pouco percebido. O transporte rodoviário funciona tão bem que se torna invisível. Só chama atenção quando algo foge da normalidade — nunca quando cumpre, diariamente, sua função com eficiência.

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