Especialistas apontam que metade do custo do transporte público já vem de fora das tarifas, enquanto o Plano CNT revela R$ 500 bilhões em projetos para priorizar ônibus e trens no Brasil, impulsionados pela criação do primeiro Centro Regional de Treinamento NTU-UITP no país.
Durante o Seminário Nacional NTU 2026, em São Paulo, especialistas e entidades discutiram os desafios e modelos para o financiamento e a qualidade do transporte público. Os principais pontos do evento incluem:
Plano CNT de Transporte: A Confederação Nacional do Transporte identificou 328 projetos de mobilidade urbana superiores a R$ 500 bilhões, com destaque para 2.694 quilômetros de sistemas de priorização para ônibus (corredores, BRTs e faixas exclusivas).
Financiamento Extratarifário: Debates internacionais apontaram que os sistemas de alta qualidade não devem depender exclusivamente da tarifa. Cerca de metade do custo operacional global já é coberta por fontes externas, como subsídios, fundos e taxas de valorização urbana (aplicadas em cidades como Londres e Nova York).
Experiência de Santiago: O modelo chileno combina subsídios estatais, remuneração vinculada a metas de desempenho (frequência e serviço) e um “fundo espelho” para apoiar cidades fora da capital, contando hoje com a maior frota de ônibus elétricos do Ocidente operada pela Metbus.
Centro de Treinamento NTU-UITP: A NTU e a União Internacional de Transportes Públicos assinaram uma carta de intenção para criar o primeiro centro de treinamento regional do Brasil (e o segundo da América Latina), voltado para a capacitação e modernização do setor.
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